A peça foi produzida por alunos de Teatro do Basileu França, Instituto vinculado à Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (SEDI) do Estado de Goiás

O espetáculo Oratórios, que faz parte do Projeto Oratórios, do Núcleo de Divisão Artística (NDA) – Corpo Cênico do ITEGO em Artes Basileu França, foi selecionado para compor o projeto “Na Quarentena Tem Teatro”, que traz uma programação de cena artística online. O espetáculo ficará disponível ao público, nesta quinta-feira (30), das 09h às 23h, por meio das redes sociais, nos seguintes links:

https://www.facebook.com/naquarentenatemteatro

https://www.instagram.com/naquarentenatemteatro.

A peça Oratórios conta com a direção da atriz e professora de Teatro do Basileu França, Eliana Santos. O espetáculo é resultante do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso Técnico em Artes Dramáticas Módulo II Fase II – 2019, do ITEGO em Artes Basileu França.

A pesquisa tem como base o estudo das potencialidades energéticas do corpo, da voz e das ações físicas, propostas por Jerzy Grotowski; a estética expressionista trazida dos movimentos artísticos europeus em meados do século XX e, por fim, as questões existenciais humanas, a partir da visão de Jean-Paul Sartre.

Oratórios nos leva a questionar a desconexão com o nosso sagrado, em uma trama que expressa as distorções de caráter, os sentimentos de culpa e as angústias vividas por personagens inspiradas em quatro obras de Nelson Rodrigues: “Anjo Negro”, “Vestido de Noiva”, “Valsa nº 6” e “Viúva Porém Honesta”. O espetáculo aborda, sobretudo, questões que envolvem a mulher e que ainda são indignamente presentes em um contexto contemporâneo.

A apresentação acontece de modo expressivo em uma interação constante com a plateia e os atores. A disposição dos corpos no palco, em formato arena, e os jogos em teia dentro de uma cenografia que abraça o espectador – e não somente os personagens – convidam a todos a fazerem parte do enredo e serem coautores da obra.

Estão todos imersos na teia. A loucura da vida está na luta cotidiana, ou até mesmo, dentro da mente de cada um. O amor, a traição, a loucura, a culpa, além das angústias vivenciadas pelos personagens, provocam um olhar sobre as contradições e disfunções.

Com uma proposta experimental, a trama apresenta a desconexão com o sagrado, associada à revelação de sentimentos e deformidades que estão no cerne da teia social. Em que lugar estamos e para onde vamos? Seria o fim da vida ou a morte em vida?

Ficha técnica

Orientação pedagógica, encenação e direção: Eliana Santos.

Elenco:

  • Ana Peron – Isabela (Belinha)
  • Carlean Macedo – Justino de Breu
  • Catarina Vilela – Úrsula
  • Ericka Palani – Márcia
  • Gabriella Carmo – Cecília
  • Hitallo Torquato – Kelly
  • Kathleen Gonçalves – Edith
  • Luana Araújo – Jota Dê
  • Mel Gonçalves – Marina
  • Paula Pereira – Bandalho
  • Roberta Machado – Ele/ Ela
  • Wânio Kamenach – Grací

Preparação Corporal: Flávia Honorato
Técnico de Luz: João Victor Fernandes
Supervisor de Cenografia: Luiz Guilherme
Mídias: Catarina Vilela e Gabriella Carmo
Produção: Hitallo Torquato e Catarina Vilela
Assistente de Produção: Paula Pereira e Kathleen Gonçalves
Maquiagem e Figurino: Jessika Hannder
Trilha e efeitos sonoros: Wesley Lopes
Arranjos Musicais: Rui Bordalo
Fotos de divulgação: Flávia Honorato e Priscilla Aguiar
Texto: Coletivo

“Na Quarentena Tem Teatro”

O projeto “Na Quarentena Tem Teatro” foi criado na Bahia, pela atriz, produtora e professora, Fernanda Beltrão. A ideia é oferecer conteúdos artísticos virtuais para entreter o público, durante o período de isolamento social, motivado pela pandemia da COVID-19.