O objetivo é oferecer uma opção diferenciada relacionada à cultura para os amantes das Artes Visuais

O Departamento de Artes Visuais do ITEGO em Artes Basileu França, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento e Inovação (SEDI), lança a exposição virtual “Oxigênio”, que acontecerá entre os dias 28 de abril e 21 de maio e poderá ser acompanhada pelo Instagram: @galeriadeartebf. O projeto irá inaugurar a galeria virtual de artes do Basileu França, pensada e criada para levar a arte ao público, por meio de plataformas digitais, neste período de pandemia que vivenciamos, devido ao novo coronavírus.

A exposição reunirá obras do artista plástico Carlos Catini, com curadoria da coordenadora de Artes Visuais do Basileu França, Gisele Jacinto, e fotografias de Sérgio Lopes.

A ideia surgiu da necessidade das Artes Visuais se pronunciarem diante da pandemia. A arte tem um papel muito importante nas vidas das pessoas em geral e, agora mais do que nunca, ela é fundamental nesse momento, contribuindo para amenizar o isolamento. É possível observar, das janelas, cantores cantando, instrumentistas tocando, dançarinos coreografando e levando alegria. No caso dos grandes artistas, há transmissões ao vivo, que reúnem milhares de seguidores.

E as Artes Visuais? O que poderiam fazer de inovador para seu público seleto? A partir desse pensamento, Carlos Catini decidiu manifestar sua arte. Mas, precisava imaginar de que maneira poderia levar a arte como meio de expressão estética e, ao mesmo tempo, passar uma mensagem que pudesse, de alguma forma, ajudar a entreter as pessoas.

Dessa forma, Catini começou a amadurecer a ideia. O primeiro obstáculo pensado foi: produzir algo com os materiais existentes. Com isso, surgiu a vontade de fazer máscaras, utilizando objetos obsoletos, materiais do dia a dia, como couro de bolsa, cabides, ralos de pia, restos de bijuterias etc. Afinal, onde ele poderia comprar material nesse momento? O segundo obstáculo foi: gerar um conceito, que surge como uma homenagem àqueles que estão na frente dessa pandemia, como os profissionais da Saúde. Por isso, a ideia de se fazer máscaras.

Carlos Catini

Autodidata, iniciou sua carreira em 1992, quando surgiu a primeira iniciativa artística, elaborando miniaturas em papel. A partir disso, resolveu ousar mais em busca de novos objetos como vidro, pedras, couro e outros materiais obsoletos. Além de esculturas em pedras, desenvolve trabalhos em telas, utilizando suas redes sociais como fonte de inspiração, com vínculos da herança da Pop Art. Catini recria não em aplicativos, mas em telas, os filtros tão desejados, saindo dos monitores de celulares para as telas. Participou de inúmeras exposições e circuitos internacionais. Atualmente, seu trabalho é uma disputa entre o pop e o uso de materiais obsoletos. Ele busca, ainda, na vaidade das pessoas, em seu mundo virtual, a principal fonte de inspiração.